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Artes na Vila

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Educadores (as) do Espaço Cultural Vila Esperança e parceiros (as) do Casarão Cultural Rosinha do Brejo oferecem vivências artísticas às crianças e pré-adolescentes.

A Vila Esperança iniciou no dia 11 de março uma série de atividades artísticas e culturais direcionadas aos estudantes da Escola Puricultural Odé Kayodê, egressas e demais crianças das escolas da cidade de Goiás. Além das oficinas e vivências já desenvolvidas no espaço ao longo de seus quase 30 anos, o projeto Artes na Vila traz também atividades propostas pelos artistas do Casarão Cultural Rosinha do Brejo.

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A relação do Espaço Cultural Vila Esperança com arte e cultura é fundamental e se encontra nas raízes deste lugar, permeando constantemente a educação de crianças, adolescentes e adultos que frequentam a Vila e também a Escola Ode Kayodê.

O Projeto Artes na Vila surge em 2019 a partir do desejo de estreitar os vínculos entre as artes, a educação e as culturas, oferecendo uma experiência ampla e diversificada, aberta para todas as crianças da Cidade de Goiás. As atividades acorrem nas tardes de segunda a sexta-feira, quando são ofertadas vivências já tradicionais do Espaço, além de novas oficinas propostas por artistas parceiros. “Educar, ensinar através de experiências concretas e palpáveis, permitir que a criança aprenda na prática, com profissionais experientes e interessados em compartilhar seu conhecimento” assim é definido o projeto por Lucia Agostini, coordenadora do Artes na Vila.

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Brinquedoteca é um dos primeiros projetos da Vila Esperança com mais de 20 anos

Educadoras e educadores da Escola Pluricultural Odé Kayodê e Espaço Cultural Vila Esperança oferecem as vivências: Brinquedoteca Alegria do Povo, Capoeira Angola, Cine Vila, Jongo, Oficina das Letras, Percussão, Rádio da Vila, Samba de Roda e Maculelê.

Algumas atividades já possuem, a alguns anos, grupos avançados constituídos pelas crianças da Vila, egressas, jovens e adultos, como é o caso do Grupo de Capoeira Angola Ouro Verde, do Grupo de Jongo Malungos de Angola e os YouTubers da Rádio da Vila responsáveis pelo canal na internet e pelos programas que vão ao ar diariamente em duas rádios da cidade de Goiás.

Outras propostas, como a Brinquedoteca e o Cine Vila, por algum tempo estiveram direcionadas às crianças da Escola Odé Kayodê, mas atualmente, por meio do Artes na Vila voltaram a ser amplamente oferecidas para as demais crianças e adultos da cidade que desejam participar. Na Brinquedoteca Alegria do Povo as crianças participam de atividades lúdicas dirigidas e também tem acesso a um vasto acervo de brinquedos e jogos. Já o Cine Vila tem uma interessante programação de exibições de filmes na Casa da Lua, ocorrendo semanalmente às terças-feiras, intercalando: uma semana sessões infantis (17h30) e na outra filmes para adultos (19h30). As sessões são abertas à comunidade em geral e totalmente gratuitas.

CAPA

Circo e Teatro

Uma das grandes novidades deste ano é a parceria com a Família Rosinha (Charline, educadora de Línguas Estrangeiras e Deidian, educador de Teatro),Vitor, educador de Artes Visuais e Saracura do Brejo, educador acrobata; artistas que transformaram um imóvel do centro histórico da cidade de Goiás, localizado no Beco do Mingú, no “Casarão Cultural Rosinha do Brejo”, onde funciona uma produtora cultural, hostel e acontecem apresentações do projeto Circo Tapa Beco.

IMG-20190313-WA0011Segundo o Palhaço Saracura oferecer às crianças o ensino de arte, educação e cultura é um investimento para constituir adultos confiáveis e criativos. “Toda a vivência lúdica com certeza vai voltar futuramente em muita alegria e amor” completou.

Outra novidade é o ensino de idiomas que segundo Charline Maertens, da trupe Rosinha do Brejo, deve ser oferecido desde muito cedo: “O que achei mais legal foi confirmar aquilo que eu já sabia por meio das minhas leituras: que as crianças menores esquecem que a gente está falando em outro idioma. As vezes eu peço, por exemplo, os lápis em inglês e elas pegam sem olhar com cara de “Meus Deus! O que você falou?”. Associar perguntas diretivas bem simples a gestos funciona muito bem com as crianças pequenas “.

Deidian Lucas, o palhaço Dieck Rosinha, destacou a energia e a criatividade das crianças que estão participando do projeto. “A arte em geral lida com essa questão entre a disciplina e a criatividade”. O processo, segundo ele, tem sido bastante rico e estão caminhando para uma produção final muito boa.

Ciranda e Maracatu

Os educadores da Vila Esperança realizam há mais de dez anos estudos e vivência da Ciranda como meio de encontro, de fazer roda e valorizar as brincadeiras tradicionais de roda, brincadeiras de mão, parlendas, adivinhas e trava-línguas.

IMG-20190312-WA0024Entre os ritmos principais (como congada e marchinha) estão a Ciranda nordestina e o Maracatu, manifestações culturais brasileiras trazidas para as crianças como fruto de pesquisas e vivências realizadas em Recife e Olinda  por meio de intercâmbios com o Grupo Pé no Chão, um projeto irmão da Vila, o qual atua com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade e que levam às ruas das favelas de Recife o som dos tambores, a dança e as artes.

Foi em Pernambuco que os educadores puderam conhecer a oficina de Maureliano, famoso mestre construtor dos Bombos do Maracatu os quais ele faz questão de dizer que tradicionalmente chamam Bombo e não Alfaia como os jovens gostam de falar. Para Maureliano “Cultura não se ensina, se aprende”.

Na Vila Esperança as crianças tem a oportunidade de tocar os mesmos tambores que Maureliano exporta para o mundo inteiro e que até hoje são tocados por bandas como Nação Zumbi. “Maracatu é uma expressão cultural afro-brasileira conhecida por simbolizar luta e resistência. É o som do trovão. Desta forma Maracatu e Vila Esperança se identificam e se complementam” afirma Ronaldo Oliveira, um dos educadores que participou das viagens de intercâmbio à Pernambuco e que foram financiadas pela Fondazione SanZeno, uma das parceiras da Vila Esperança juntamente com a AIFO – BRASA.

Em Itamaracá e em Olinda os educadores também puderam conhecer a Lia de Itamaracá, uma referência da Ciranda. Em sua casa, na Ilha de Itamaracá, Lia falou de sua vida, seus desejos e cantou uma ciranda especial que falava de Goiás. 

Lá em Goiás

Estão fazendo uma rodagem

Ela é bonita

Vem ao Rio de Janeiro

 Vem cá moreno

Dá-me um aperto de mão

Que eu te dou meu coração

Que eu também sou brasileira

vaja mais

Traga sua criança para o Artes na Vila   

As inscrições continuam abertas e podem ser feitas diretamente na recepção do Espaço Cultural Vila Esperança, na Rua padre Felipe Leddet, 32. Outras informações podem ser obtidas ligando no 62 33712132 de segunda a sexta das 8h às 12h e das 14h às 17h.

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