Egbẹ́ Omoduà Opo Ọdẹ Àróle – Templo dos Orixás

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Missão:
O Egbe Omodua Opo Odé Arolé é uma entidade cultura, social, filosófica e religiosa, cujos objetivos principais são: salvaguardar, dignificar, promover e preservar a herança cultural e filosófica religiosa, de modo especial a de origem Iorubá, como um dos elementos fundamentais da formação da cultura e identidade nacional. Promover o conhecimento da filosofia de matriz africana a todos os interessados nas práticas das religiões afro brasileiras, assim como a todos, indiscriminadamente, que se sintam identificados com esse legado filosófico e espiritual e percebam sua importância no contexto cultural e social brasileiro. Desenvolver um trabalho de pesquisa, voltado em grande parte aos que cultuam os Orixás, como propósito de aprofundar os conceitos, práticas e rituais legados pelo Candomblé e pela Religião Tradicional Iorubá. Desmitificar conceitos errôneos e ideias equivocadas consagradas pelo senso comum e pela estratégia de dominação, invisibilidade, omissão e inferiorização das culturas africanas e afro brasileira. Contribuir, através de estudos, palestras, parceiros, projetos educativos continuados, ações e iniciativas recorrentes e pontuais, para o enfrentamento so racismo, à intolerância religiosa, e às discriminações de qualquer tipo, que coloquem em risco o exercício dos direitos humanos e da cidadania plena. Colaborar para a reparação da enorme injustiça social e histórica vivida pelo povo negro e seus descendentes há séculos, promovendo o conhecimento do sistema educativo e filosófico de matriz africana com referência para novos paradigmas na Educação e nas relações humanas e com o planeta. Oferecer a seus iniciados, possibilidades de aprofundar, religiosa e filosoficamente os seus vínculos com os Orixás e seus ancestrais, praticando com dignidade o culto religioso, e sendo admitido aos sucessivos graus iniciáticos com consciência, cuidado e respeito.
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Histórico de atuação:
O Egbe Omodua Opo Odé Arole é um grupo de iniciados e devotos de Orixás que vem se constituindo desde 1989, ajudando na construção do Espaço Cultural Vila Esperança, associação sem fins lucrativos de cunho cultural, educativo e artístico, na periferia de Goiás. Com a formação do Terreiro de Umbanda Casa Grande e respondendo ao chamado dos Orixás foi se constituindo, mais tarde, em um Ilê Axé. Em 8 de agosto de 2002 tem sua data de nascimento oficial com a Iniciação no Orixá, no Ilê Axé Opô Afonjá, de seu líder religioso e antropólogo Robson Max de Oliveira Souza. O Egbe, à partir de seu comprometimento religioso e filosófico com a Tradição dos Orixás, pelo Candomblé e Umbanda, e de seu engajamento contra o racismo e a intolerância religiosa, volta sua ação para despertar a população para participar ativamente nas mudanças sociais e na conquista da cidadania, através da Educação, da Cultura, da Arte e da Memória. As questões indígena, africana e afro descendente impõem-se sempre mais como questões históricas fundamentais. Goiás, Patrimônio Mundial, foi construída por portugueses, com mão de obra escrava africana, em território indígena. É uma cidade colonial, de maioria Católica, com número cada vez maior de Igrejas Evangélicas. As religiões de matriz africana sempre sofreram discriminação e existiram como clandestinas e invisibilizadas. É desta constatação histórica, geradora de uma realidade cultural, que vêm as Vivências culturais, contribuindo com a educação patrimonial em nossa cidade, desenvolvendo atividades educativas e eventos ligados à valorização das origens do povo brasileiro. A Escola Pluricultural Odé Kayodê, comunitária, nascida das atividades da Vila Esperança, de maneira singular e pioneira em Goiás, questiona o enraizamento colonial e neocolonial da educação. As atividades que compõem o seu processo educativo propõem novos paradigmas pedagógicos que levam em conta o caráter pluricultural do país, e o exercício do direito à diversidade. Os mitos, cantos e tambores, danças, roupas, penteados, comidas, o modo circular de se reunir, e a divisão de tarefas para que os eventos se realizem, educam e desafiam as crianças e a comunidade a ensaiar um “novo” jeito de se relacionar e viver; descobrindo que esse “novo” jeito na verdade é muito antigo, ancestral, herança e patrimônio imaterial. As africanidades sempre foram propostas e como valores concretos no enfrentamento ao preconceito racial e cultural, aos diversos tipos de discriminações e à invisibilidade dada aos valores ancestrais de origem africana. Essas ações sempre foram apoiadas, financiadas e promovidas pela Vila Esperança e por seus profissionais, voluntários e parceiros, através da doação de 10% de sua receita anual ao Egbé.
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