
Na tarde de 21/03/2026, a Sala Passaredo se transformou em algo que não cabe apenas em palavras. Foi mais que uma festa, foi tempo vivido em forma de encontro.

O que se viu foi o tempo fazendo aquilo que sabe fazer de mais profundo: costurar histórias. Histórias que começam aqui e não terminam ali. Histórias que vêm de longe, atravessam gerações e encontram, nas crianças, um novo jeito de continuar. Avós e crianças partilharam o mesmo espaço, o mesmo ritmo, o mesmo instante. E nesse encontro, ficou evidente algo simples e precioso: o tempo não separa, ele interliga as gerações.

A festa foi, sobretudo, uma vivência de memória viva. Daquelas que não estão só na cabeça, mas no corpo, no afeto, no jeito de estar junto. Memórias que têm cheiro, têm som, têm presença. E talvez seja isso que a Vila Esperança guarda com tanto cuidado: esse fio invisível que une quem veio antes com quem está chegando agora. Seguimos celebrando o tempo. E tudo aquilo que ele insiste, generosamente, em nos ensinar.






