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Religião na escola: o que espiritualidade tem a ver com educação?

Escolas que contemplam a espiritualidade em sua rotina pedagógica

Definida como não confessional, a Escola Pluricultural Odé Kayodé considera que o aspecto religioso deve ser considerado com parte da formação humana, e portanto, é fundamentalmente educativo. Porém, ressalta que o processo pode e deve acontecer dissociado de um discurso de poder.

“Nos parece que não é papel da Escola assumir esse percurso formativo. Os pais, os responsáveis e a família podem cuidar disso, de acordo com suas tradições e escolhas”, defende Robson Max de Oliveira Souza é fundador e diretor do Espaço.

“A Escola então pode manter sua liberdade, e uma neutralidade, que afirme sua abertura a todas as experiências humanas, coletivas e individuais também no aspecto religioso”

“A espiritualidade é trabalhada no exercício e reflexão sobre a Ética, os comportamentos solidários, a busca por sabedoria e pela qualidade das relações. Trabalhamos nas Vivências Africanas e Indígenas os mitos, símbolos e elementos culturais de grupos étnicos. Muito desses elementos são religiosos, mas os aspectos que reforçamos, apresentamos e refletimos são os culturais, a filosofia e os modelos positivos e transformadores vindos desses elementos”, conta.

“Para nós, espiritualidade é a percepção filosófica dos mistérios da vida, do universo, do mundo, das pessoas, e as múltiplas dimensões de tudo isso”

Fernando e a escola onde atua defendem que cada criança pode se aproximar desses mistérios à sua maneira, e à maneira de seu grupo, e a diversidade (em todos os aspectos) dos estudantes deve ser acolhida e referenciada em ações de afirmação dos direitos humanos, no respeito às escolhas e opiniões do outro.

Para além de sua atuação como educador, Robson é antropólogo e babalorixá, e compartilha as estratégias da escola para combater a intolerância religiosa.

“Ações educativas, estudos, reflexão, arte e vivências, a diversidade cultural geram as diferentes concepções e práticas religiosas. Esse percurso educativo quer reforçar os aspectos das culturas e filosofias religiosas que nos tornam seres humanos melhores. Para nós, sermos melhores é sermos capazes de interromper os círculos viciosos do sofrimento e das dores e passarmos a ser geradores de felicidade, compreensão, solidariedade, autoestima e harmonia”, afirma.

“O que as religiões podem nos oferecer são instrumentos, e metáforas poéticas que alimentem nossos projetos de pessoas felizes e em paz, como cada um entender o que seja felicidade”

Veja a matéria completa: https://lunetas.com.br/religiao-na-escola/

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